Equilíbrio Emocional para Lutadores

Na vida de lutador, sempre nos deparamos com os nossos próprios conflitos internos e também o de nossos companheiros…

No fundo, todos nós criamos uma filosofia interna, que nos torna capazes de vencer nossos medos e continuar em frente. Com o tempo, todo o lutador desenvolve a sua.
Para mim, existem 3 fatores principais na avaliação do “equilíbrio emocional”: Medo do Fracasso – Autoconfiança – Superação

Medo (do fracasso):

Como sabemos, Artes Marciais são mais do que apenas “exercícios físicos”, existe também o trabalho do lado “mental e espiritual”.  Hoje até a ciência se une ao esporte, daí o termo que conhecemos como “psicologia do esporte”. A psicologia do esporte tem por objetivo discutir e desenvolver vários aspectos da vida do atleta, tais como valores pessoais, motivação e percepções.

Uma das grandes pesquisadoras brasileiras do tema é a Dra. Kátia Rubio, cientista, integrante do corpo docente da Universidade de São Paulo. Em sua obra intitulada “O Imaginário da Derrota no Esporte Contemporâneo”, constata que a derrota é, erroneamente, considerada algo abominável, a ser evitada a todo custo, portanto é um assunto que deve ser muito trabalhado junto aos atletas. Este assunto fica ainda mais preocupante quando os atletas, mesmo após conquistar posições de destaque e até mesmo subir ao pódio, não se sentem vitoriosos; ao contrário, sentem-se fracassados por não conquistar a medalha de ouro.
Segundo o Dr. Renato Miranda, outro estudioso do assunto, “a ideia de associar eventuais derrotas ao fracasso gera sentimentos bastante negativos, além de excessiva ansiedade. No entanto, todos nós sabemos que a derrota faz parte de nossas vidas, afinal, às vezes, mesmo os melhores cometem erros”.
A prática de esportes, assim como a maioria dos aspectos da vida, deve ser encarada como um aprendizado contínuo, buscando sempre a superação. As derrotas ocupam uma posição muito importante neste aprendizado, pois, somente com o reconhecimento destas, é possível direcionar a experiência, transformando-a de negativa para positiva.

Para mim -hoje em dia- funciona bem a filosofia de Thomas Edison (inventor) sobre o fracasso:

Eu não falhei. Apenas descobri 10.000 formas que não funcionam.

Autoconfiança:

Uma boa dica para despertar mais a autoconfiança é experimentar em treino, o que pretende realizar nas competições: procurando simular situações reais de competição, como, por exemplo, rodízio de golden point onde o atleta só sai quando vencer, situações contraditórias como “roubar o resultado” para que o atleta não perca o foco e continue concentrado, sem se preocupar com os erros comuns da arbitragem, ou também como se estivesse perdendo no placar “o que eu faria para reverter a situação?”. E se estiver ganhando “como manter o controle da situação?”.

Agir com confiança também pode elevar o espírito em tempos difíceis.

PENSAMENTO CONFIANTE – A confiança consiste em pensar que você pode e irá atingir suas metas. Uma atitude positiva é fundamental para atingir seu potencial. Os atletas precisam se livrar de pensamentos negativos quando dão o melhor de si.
MENTALIZAÇÃO – O uso da mentalização como treinamento diário auxilia no desenvolvimento da confiança e realização do que se objetiva. Uma técnica interessante é imaginar como se sentem e o que pensam grandes campeões mundiais e olímpicos e tentar auto-aplicar o sentimento que se imagina ser de um grande campeão, tanto nos momentos de vitória como de derrota.

Superação

Durante a luta ou competição esportiva, acontecem muitos fatores que desestruturam o atleta, (muitos deles citados acima) nessa hora é preciso encontrar sua força interior para que aja a “superação” das adversidades. O trabalho contínuo durante o treinamento pode-se chamar de superação, com o tempo aprimora-se esse trabalho para ser capaz de sempre superar à si mesmo. Superar os seus medos interiores, mas não que eles deixarão de existir, apenas aprender a controlá-los.

É importante lembrar que o treinamento físico é indispensável! Mas como costumo dizer:

Treinar, todos treinam. O que faz a diferença é o que tem na mente do atleta!

Até o próximo post!

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