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Eventos de “MMA” no Brasil

Oi pessoal!

Hoje vou falar um pouco sobre estes eventos que estão na moda no mundo das lutas…

Quem costuma assistir os brasileiros (estreantes ou veteranos) no Ultimate Fighting Championship (UFC) pela TV, e não vai aos eventos menores (ou não os conhece) do Brasil, normalmente não entende o “caminho do calvário” que estes atletas percorrem antes de chegar lá.

Convidei o Professor de Lutas Luís Gustavo Lopes Penteado, também conhecido como TRETA , para responder as dúvidas mais frequentes à esse respeito. Um breve histórico deste “supercompetente” professor de MMA: Faixa Preta de Jiu-Jitsu, Muay Thai e Kung fu, já participou de varias competições das modalidades em que é formado, e lutou e participou da organização de vários eventos de MMA (Mixed Martial Arts) no Brasil. Atualmente é representante da Chute Boxe, equipe responsável por formar os maiores campeões mundiais de MMA. Entre eles: Cris Cyborg, Evangelista Cyborg, Nilson de Castro, Wanderlei Silva, Mauricio Shogun, Murilo Ninja, José Pelé Landy, Anderson Silva, Assuério Silva, Jean Silva, Luiz Azeredo, Daniel Acácio, e hoje possui 13 cinturões mundiais em eventos como: PRIDE FC, PRIDE GP, CAGE RAGE, PREDADOR FC, STORM SAMURAI, ELITEXC, STRIKEFORCE, entre outros.

Eu mesma já participei de um evento, que a exemplo de alguns dos mencionados acima, são menores, mas prestigiam o atleta. Foi na cidade de Juquiá-SP, “Fight Planet”, agora em outubro.  Fiz uma luta de Muay Thai e foi bem legal participar! Fotos do evento abaixo, e logo após, nossa entrevista…

Vamos à nossa entrevista:

Elite Marcial: Como surgiu, oficialmente, estes tipos de eventos de MMA no Brasil?

Treta: Antigamente, eventos parecidos com os de MMA de hoje, eram os “desafios” entre praticantes de artes marciais diferentes. A família Gracie foi a grande precursora desses “desafios”, com o intuito de provar a eficiência do Jiu-Jitsu sobre as outras Artes Marciais. Por questões políticas, começaram a ter proibições alegando violência e ilegalidade. Dado isto, foi criado o Mixed Martial Arts, com regras, federações, para que tornassem esses desafios “legais e oficiais”.

Elite Marcial: Existe hoje uma federação ou entidade à qual esses eventos respondem?

Treta: Existem várias federações e “Ligas” de MMA no Brasil hoje em dia -como por exemplo C.B.MMA (Confederação Brasileira de Mixed Martial Arts)- que organizam eventos, porém a grande maioria são organizados por academias e empresários que investem na modalidade.

Elite Marcial: Como funcionam esses eventos? Quem organiza, quem ajuda, são todos legalizados?

Treta: A grande maioria é assim: um empresário monta um evento, contrata um responsável para fazer o “Card”, que seleciona academias e atletas, faz acordos com patrocinadores que pagam as “bolsas” [valor que o participante recebe para poder lutar] dos atletas e as “cotas” [gastos gerais] do evento.

Elite Marcial: Quais os principais no Brasil?

Treta: Jungle Fight,  Show Fight -inclusive já participei algumas vezes da organização deste evento-, Storm Samurai, Shooto Brasil, Predador…

Elite Marcial: Como é oficializado o quadro de vitórias do atleta?

Treta: É o “Card” pessoal do atleta que conta. Para grandes eventos, a luta é postada no site Sherdog, onde é computado o número de vitórias do lutador. Por exemplo: para entrar no “UFC”, o lutador tem que ter pelo menos 3 Vitórias no Sherdog. Mas para eventos menores, são os professores das academias que computam o ranking pessoal do lutador.

Elite Marcial: Como o atleta pode realmente ganhar dinheiro nessa área? Ou é como o Futebol? Todo mundo gosta, tem um monte de praticantes, mas somente poucos ganham realmente bem…

Treta: É isso mesmo! Na verdade só quem luta em grandes eventos é que ganha bem. A maioria dos eventos paga pouco. O atleta tem que ralar muito para poder viver só disso. Os que topam participar desses eventos – a maioria não vai pelo dinheiro – acabam lutando por vários motivos: divulgar a equipe, status pessoal, porque gostam…

Elite Marcial: Na sua opinião, qual o futuro dessa modalidade no Brasil?

Treta: Acredito que o futuro já é o presente. Revolucionou! É o esporte que mais cresce no mundo e, o Brasil é o berço, pois começou com os desafios da família Gracie… E a tendência é crescer cada vez mais!

Bom gente, é isso aí! Essa foi nossa entrevista com este grande professor! Espero que tenham gostado.

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Encontro de Instrutores de ShouBo e Campeonato

Este post está só um pouquinho atrasado, eu sei. Mas também, né, pensam que dar aulas, estudar técnicas, e vida pessoal deixam muito tempo livre? :D

Vamos lá: no dia 06 de maio aconteceu o primeiro encontro de instrutores de 1 °Nível de Shou Bo. A idéia do Grão Mestre Yaun Zumou (e convenhamos, provavelmente de todo Mestre vivo) é a de propagar e prosperar com este estilo pelo mundo. Assim sendo, incubiu à seu discípulo Márcio Adalberto Gonçalves a responsabilidade de divulgar o Shou Bo na América Latina, tomando frente da Federação Brasileira de Shou Bo.

Este curso terá mais 3 etapas, então, quem tiver interesse basta ficar de olho nas atualizações do site da Federação.

Ainda sobre este assunto, participei de dois encontros (um no dia 25/05 e outro no último domingo) promovidos entre as turmas de Shou Bo e Shuai Jiao. Enquanto o primeiro serviu para aproximar o pessoal e trocar experiências, o do dia 17 foi o 1° Encontro Interestadual de Shou Bo, e contou com a presença de alunos do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Além de promover o entrosamento entre os praticantes da arte no Brasil, neste evento também aconteceu a seletiva da equipe de competição que vai representar a Federação no Campeonato Internacional de Kung Fu, previsto para o dia 23 de Novembro deste ano, em São Paulo.

O Shou Bo é uma estilo que está se destacando bastante ultimamente. Se você é de São Paulo e tem interesse em conhecer mais sobre esta arte marcial,  faça uma visita à academia, de segunda à sábado (manhã)  na Rua Vergueiro 1929 – Vila Mariana (ao lado do Etapa).

Demonstração de Shou Bo:

Algumas fotos do encontro:

 

 

 

5ª Fase do Paulista da FETESP (Taekwondo)

Conforme comentei anteriormente, neste último fim de semana (19 e 20/05) aconteceu, em Vargem Grande do Sul – SP, a etapa final do Campeonato Paulista de Taekwondo 2012. Fui campeã na 1ª e 4ª fases, e vice na 5ª. Na contagem geral dos pontos fiquei com a segunda colocação.

Fiquei um pouco chateada com o resultado, pois mesmo dominando a luta na pontuação, acabei desclassificada no fim do 2º Round.  Como isso é possível? Explico:

Estava com uma boa vantagem de pontos, então resolvi fazer “anti-luta” (ficar na retaguarda / contra-ataque), mas o juiz meio que se “””””””equivocou””””””” nas faltas, e diante desta arbitragem anormal, acabei discutindo com ele. Daí a desclassificação. A luta terminou em 9 a 4 p/ mim (sendo que destes pontos da adversária, todos vieram das minhas faltas), mas não pude ficar com o título de campeã.

Não quero dizer que atletas não erram, mas, ao meu ver, um árbitro desqualificar um atleta na final simplesmente por ter sido contrariado é um tremendo reflexo de inexperiência e incompetência.

Obviamente me senti muito lesada, mas como atletas estamos sempre sujeitos à adversidades.

Bom, nem tudo foi ruim. Como podem conferir na foto abaixo, minha aluna Fabiana Ferreira (academia Equlibrio) ficou com a primeira colocação na disputa da categoria “Faixas Coloridas”.

Esq. p/ dir: Fabiola de Moraes, Fabiana Ferreira e Paulo Zilocchi

Os alunos Vitor Kobashi e Rodrigo Cavalari (academia Attack) também ficaram com a primeira colocação na categoria “Faixa Vermelha”: Poomse e Luta, respectivamente.

Sobre 4ª e 5ª fases do Campeonato Paulista de TKD

No último domingo (13/05) foi realizada a 4ª Fase do Campeonato Paulista de Taekwondo 2012 da FETESP, órgão reconhecido pelo Comitê Olímpico Brasileiro.
Ah, nesta data também foi Dia das Mães, mas até aí, não existe maneira melhor de uma mãe atleta comemorar seu dia do que uma boa e velha competição, certo? :D

Errado. Mas faz parte do ofício.

Voltando ao que interessa, o “Paulista da FETESP” funciona como etapa seletiva para o Campeonato Brasileiro, e é dividido em 5 etapas. O atleta pode participar em duas das quatro primeiras, e por ultimo na final (que é a 5ª).
Durante o processo o participante vai somando pontos, e, no fim, quem somar a maior quantia torna-se Campeão Paulista.

“Lembrança” que ganhei no Dia das Mães. Esta mão feia é do Kadu.

Eu [Fabiola] participei da 1ª e da 4ª. Fui vencedora em ambas e atualmente estou com 20 pontos.
No próximo domingo (20/05) acontece a tão esperada Etapa Final do Paulista, na cidade de Vargem Grande do Sul (mais informações aqui).

Viajarei para lá hoje, juntamente com as equipes Equilibrio e Attack.
Agradeço desde já o carinho e a torcida dos amigos e família.

Kamsa ram nida!

Campeonato Brasileiro Universitário de Taekwondo – 2012

No dia 15 de Abril de 2012, a Escola da Polícia Militar de São Paulo (Av. Cruzeiro do Sul) serviu de palco para a seletiva do Mundial Universitário, que acontecerá na Coréia do Sul, em maio deste ano.

Fabiola participou como técnica da USP e da Sant’anna. A professora reconhece que o nível técnico dos competidores estava acima da média (principalmente por conta da presença de atletas da seleção brasileira), mas infelizmente o mesmo não pode ser dito sobre o campeonato em si:

[O evento] Foi mal organizado. A opção de usar coletes eletrônicos parecia ter sido tomada de última hora, tamanha  a demora para montagem e testes dos equipamentos. O campeonato só começou as duas da tarde(!), isso porque estava previsto para começar as nove da manhã! – disse a técnica.

Os problemas não ficaram só na questão do horário. Contagem de pontos via colete eletrônico ainda não é um método totalmente difundido no Brasil, e não são muitos os campeonatos que utilizam o mesmo, o que pode ter prejudicado o “jogo” de alguns dos presentes, conforme Fabiola comentou:

No geral houve uma discrepância considerável entre técnicas aplicadas e pontos computados, pois somente alguns atletas tinham ‘idéia’ de como era o estilo de luta a ser usada com colete eletrônico. O número de pessoas prejudicadas não foi baixo, pois a estratégia de luta nessas condições é totalmente diferente. Foi praticamente como passar semanas treinando na F1 com pneu comum, para no dia da corrida ter o mesmo trocado por pneus de chuva.

Deixando as adversidades de lado, o campeonato trouxe mais visibilidade para o esporte, conforme o Mestre Adauto Silva, Vice Presidente da FETESP (Federação de Taekwondo do Estado de São Paulo) comenta:

O crescimento da prática do Taekwondo Universitário e o destaque de alguns atletas em competições de nível mundial despertam um interesse cada vez maior em inúmeras Instituições universitárias em todo o Brasil.

Ok, muito bacana tudo isso de visibilidade, incentivo e tal, mas nada adiantará se do ponto de vista de quem participa (o principal, convenhamos) fica a impressão de que o trabalho de organização é mal feito.

Re thiô!

Campeonato Paulista de Taekwondo 2012 – 1ª Fase

Esta é a primeira das cinco fases do Paulista de Taekwondo, onde o campeão na somatória de pontos -entre as etapas- se classifica para o Campeonato Brasileiro, enquanto o o vice-campeão classifica-se para a Copa do Brasil de Taekwondo.

Os campeonatos estaduais “oficiais” são organizados pela FETESP, onde o atleta vai somando pontos que também o qualificam para participar de campeonatos interestaduais, e seletivas para Seleção Brasileira de Taekwondo.
No Paulista, o atleta pode participar de duas etapas,  e por último a final, que é a 5ª fase.

Nessa 1ª fase que aconteceu no dia 04/03, contou com a participação da atleta Fabíola de Moraes, que foi Campeã na na categoria Faixa Preta até 53kg.

Na foto abaixo, acompanhadas do Vice Presidente da FETESP, José Adalto, temos a atleta Diana Freitas (esq.), Prata na categoria Faixa Preta até 57kg, e Fabíola de Moraes (dir.), Ouro na categoria até 53kg.