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[ATUALIZADO] SHOOTO BRASIL #45 terá duelo (oficial) entre homem e mulher

TUF 18, Invicta FC, nova categoria no Ultimate Fighting, são apenas alguns exemplos da atenção que o MMA feminino tem recebido nos últimos tempos. Campeonatos de artes marciais envolvendo mulheres já não são considerados novidade, mas o reconhecimento merecido desta “divisão”, por assim dizer, está chegando de verdade agora.

Aproveitando este cenário para polemizar inovar, o Shooto Brasil anunciou que sua próxima edição Continuar lendo [ATUALIZADO] SHOOTO BRASIL #45 terá duelo (oficial) entre homem e mulher

Porque TODOS os lutadores deveriam Boxear – Parte 2

Dando continuidade à nossa nova série de artigos, vamos ao segundo motivo do porquê TODOS os lutadores deveriam aprender a boxear, independente de seus “estilos” principais.

Velocidade do Reflexo

O ritmo em uma luta de boxe costuma ser muito mais rápido do que em outras artes marciais. Nós nos aproximamos atacando com as duas mãos praticamente ao mesmo tempo, isso quando não atacamos e defendemos ao mesmo tempo. Com absoluta certeza o boxe acontece em um ritmo mais rápido que o do wrestling ou lutas de “chão” em geral, que são mais baseadas em força e alavancas, e você acaba tendo mais tempo para pensar enquanto organiza seu ground game. No boxe esta janela de tempo não existe. Uma vez que você se encontra engajado com o oponente, é melhor estar lutando. Se estiver planejando pensar no ringue, melhor que esteja preparado para fazer isso enquanto soca e toma socos (e você já tentou pensar com clareza enquanto leva pancadas na cabeça? Tente). Realmente não existe – a não ser pelo intervalo – tempo ou local “de boa” para você ficar protelando.

Lutas são muito (MUITO) mais próximas quando chutes não são permitidos

Mas e quanto aos estilos marciais que envolvem chutes? Eu costumava pensar que uma forma de luta com 4 armas (mãos e pernas) teriam um ritmo muito mais rápido que um com somente 2 armas (mãos, no caso), mas não é bem assim, aparentemente. Continuar lendo Porque TODOS os lutadores deveriam Boxear – Parte 2

Diferença entre Boxe Tailandês, Kickboxing e Full-Contact

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Bom, muita gente confunde as regras entre os estilos citados. Inclusive esses estilos têm bastante participação em “Campeonatos Abertos de Artes Marciais” além dos organizados pelas suas próprias federações.

O Full Contact é o primeiro nome, nascendo de uma junção dos SOCOS do Boxe com os CHUTES do Karatê, Taekwondo e outros. Surge no inicio dos anos 70 promovido pela PKA (Professional Karate Association), como primeira forma híbrida de competição entre diversos estilos de Artes Marciais permitindo o uso das técnicas de pernas das artes marciais juntamente com as técnicas de punhos do boxe. Nos anos 80 surge um novo estilo de Full-contact promovido pela WKA, o Full-contact com Lowkick (Kickboxing) por influencia do Muay Thai.

O número de praticantes cresceu e foram criadas modalidades do esporte, que então passou a ser chamado de kickboxing: semi contact, light contact, full-contact, low kick, thai boxing, observação para esse último que, não é o Muay Thai em si, mas um estilo de luta praticamente igual, mas que obedecem as regras estabelecidas pela Wako.

Abaixo, mostramos  as cinco lutas, com as regras da Associação Mundial de Kickboxing (Wako).

SEMI CONTACT

Modalidade disputada em tatame, vence quem pontua mais. Nokaute é expressamente proibido. A cada golpe que “entra” o combate é interrompido e os pontos são anotados. Os pontos são dados por socos, chutes e saída da área de competição.

Perde-se ponto por cada infração, podendo causar a desclassificação.

Não pode – Golpes abaixo da linha da cintura, no pescoço e nas costas; rasteira acima do tornozelo; golpes com muita violencia.

LIGHT CONTACT

A pontuação é idêntica à do semi contact, mas há uma diferença fundamental: a luta não pára a cada golpe válido. Só se interrompe o combate quando os lutadores saem do tatame ou ao final dos rounds, que, assim como no semi, têm dois minutos. Muitas vezes é realizado em ringue, depende do evento.

Não pode – Idêntico ao semi.

FULL-CONTACT

Nessa e nas 2 modalidades seguintes, são em ringue, há menos restrições e o objetivo é o nocaute. Aqui, só valem golpes acima da cintura. A pontuação é igualzinha à do boxe: os lutadores recebem de 8 a 10 pontos por round, mas o nocaute é o principal objetivo. Quem der menos de seis chutes por round perde pontos

Não pode – Golpes abaixo da linha da cintura, no pescoço e nas costas; rasteira acima do tornozelo; cotovelada e joelhada

LOW KICK

À primeira vista, é idêntico ao full-contact. So que no low kick também vale golpear a coxa do adversário. A pontuação é igual à do full, assim como o número mínimo de chutes por round (seis).

Não pode – Golpes abaixo dos joelhos, no pescoço e nas costas; rasteira acima do tornozelo; cotovelada e joelhada

THAI BOXING

A primeira diferença é o uniforme: no Thai, usa-se short e não há proteção nos pés. Mas a principal distinção é que, assim como no muay thai, valem golpes em qualquer parte do corpo e não há limite mínimo de chutes

Não pode – Cotovelada; segurar o adversário por mais de cinco segundos

Boxe: 8 Dicas do Campeão Olímpico Andre Ward

Andre Ward

Campeão mundial (super médio) das ligas WBA e WBC, o americano Andre “Son of God” Ward é conhecido no meio pugilista pelo excelente jogo de pernas e desenvoltura em suas lutas. Nascido em 1984, já foi campeão Olimpico (Athenas, 2004) e ocupa o segundo lugar no ranking mundial pound-for-pound de veículos como Yahoo! Sports, ESPN, Sports Illustrated e a revista The Ring.

Em 2012, em uma entrevista cedida à excelente Fighting Fit Magazine, Ward deu 15 conselhos que o ajudaram a chegar onde está. Eu traduzi 8 destes, que considerei mais bacanas tanto para iniciantes quanto veteranos. Note que apesar do foco no boxe, vários podem ser aplicados em outros estilos competitivos: Continuar lendo Boxe: 8 Dicas do Campeão Olímpico Andre Ward

2013 já começou? Na agenda de Campeonatos, sim!

E aí pessoal? Tudo certo? Passaram bem o carnaval? Aproveitaram para descansar bastante o corpo e a mente?

Esperamos que sim, pois da mesma forma que existe a piadinha sobre “o ano só começar p/ valer de pois do carnaval”, o mesmo principio se aplica aos atletas competidores,  já que os campeonatos (independente da modalidade) só começam a dar as caras mesmo em Março.

Sendo assim, fica aqui a primeira dica deste ano do Elite Marcial: O Campeonato Internacional Aberto de Artes Marciais 2013, da O.I.A.M, que acontecerá em São Paulo, nos dias 16 e 17 de Março.

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Regras gerais das modalidades no campeonato (extraídas do blog oficial):

“ATENÇÃO AMIGOS E PARCEIROS DA O.I.A.M.:

Atendendo a pedidos de diversos atletas, escolas e academias, aqui está o regulamento das lutas nas modalidades FULL CONTACT, LIGHT CONTACT, SEMI CONTACT, LOW KICK, THAI BOXING e SANSHOU/ SANDA, que serão realizadas no CAMPEONATO INTERNACIONAL DE ARTES MARCIAIS (17/03/2013) EM SÃO PAULO. CONFIRA:
FULL CONTACT

Modalidade realizada num quadrado delimitado por cordas (ringue). Objetivo principal é o nocaute (K.O.). Tem por duração 3 Rounds de 2′x1′. Não existe empate. No caso de indecisão é julgada melhor técnica de defesa, ataque e movimentação. São permitidos socos e chutes acima da linha de cintura exceto urakem e cetter. Obrigatório mínimo de 6 chutes por Round, critério em caso de empate é o maior nº de chutes.
EM TODOS OS ESTILOS É VÁLIDO O ASHI BARAI (Rasteira) E SÃO PROIBIDOS OS GOLPES NAS COSTAS E NUCA, OU QUANDO O OPONENTE ESTIVER NO SOLO.

LOW KICKS

LOW KICKS ( amador )
Modalidade realizada num quadrado delimitado por cordas (ringue). Objetivo principal é o nocaute (K.O.). Tem por duração 3 Rounds de 2′x1′. Não existe empate. No caso de indecisão é julgada melhor técnica de defesa, ataque e movimentação. São permitidos os chutes e caneladas acima dos joelhos e socos acima da linha de cintura. São proibidos os socos urakem e cetter. Obrigatório mínimo de 6 chutes por Round, critério em caso de empate é o maior nº de chutes.
EM TODOS OS ESTILOS É VÁLIDO O ASHI BARAI (Rasteira) E SÃO PROIBIDOS OS GOLPES NAS COSTAS E NUCA, OU QUANDO O OPONENTE ESTIVER NO SOLO.

THAI BOXING

Modalidade realizada num quadrado delimitado por cordas (ringue). Objetivo principal é o nocaute (K.O.). Tem por duração 3 Rounds de 2′x1′. Não existe empate. No caso de indecisão é julgada melhor técnica de defesa, ataque e movimentação. São permitidos os chutes, caneladas, esporões e joelhadas em todo o corpo e os socos acima da linha de cintura INCLUSIVE o cetter, no momento do clinche é válido projeção. Obrigatório o uso de joelhadas, critério em caso de empate é o maior nº de joelhadas.

EM TODOS OS ESTILOS É VÁLIDO O ASHI BARAI (Rasteira) E SÃO PROIBIDOS OS GOLPES NAS COSTAS E NUCA, OU QUANDO O OPONENTE ESTIVER NO SOLO.”

SEMI CONTACT

Modalidade realizada num quadrado não delimitado por cordas, que tem por duração 2 Rounds de 2×1. O combate é interrompido na aplicação de cada técnica válida, para a marcação do ponto . No caso de empate, acontecerá mais um round de 1 e se continuar empatado, o atleta que marcar o 1º ponto é o vencedor. São permitidos socos e chutes acima da linha de cintura. Não é permitido sair da área de luta. A cada 3 saídas o atleta perde 1 ponto, e a cada 9 saídas durante a luta o atleta é desclassificado. Não é válido o nocaute (K.O.).

LIGHT CONTACT

Modalidade realizada num quadrado não delimitado por cordas, que tem por duração 2 Rounds de 2×1. A luta é contínua onde os fatores a serem julgados são a técnica de defesa e de ataque além de movimentação. No caso de empate acontecerá mais um Round de 1. No caso de novo empate os fatores determinantes serão julgados em conselho pelos árbitros. São permitidos socos e chutes acima da linha de cintura. Não é permitido sair da área de luta. A cada 3 saídas, o atleta perde 1 ponto, e a cada 9 saídas num mesmo Round, o atleta é desclassificado. Não é válido o nocaute (K.O.). Obrigatório mínimo de 6 chutes por Round, critério em caso de empate é o maior nº de chutes.

SANSHOU/SANDA

Valendo chutes, socos, joelhadas, quedas e arremessos. Não podendo usar golpes de quebramentos e nem cotovelada neste evento, torções e golpes em pontos vitais: como contato com os olhos, garganta, nuca, testículos, técnica usando a cabeça são ilegais. O lutador pode vencer tanto por nocaute como por pontos, os combates será de 3 rounds de 2 minutos cada, 1 minuto de descanso. (Caso o atleta vença 2 rounds seguidos, o mesmo será o vencedor do combate) sem precisar de um 3 round.

Pontuação

– Soco ou chute bem aplicado: 1 ponto
– Soco ou chute bem aplicado que derruba o adversário: 2 pontos
– O lutador derruba o adversário sem cair: 2 pontos
– O lutador perde o equilíbrio: 1 ponto
– O lutador executa técnica de joelhada sem segurar: 1 ponto

Falta

Na primeira violação da regra, dedução de 1 ponto. Na segunda, dedução de 3 pontos. Na terceira, o atleta é desclassificado.

Faltas técnicas

Na primeira violação das regras, advertência. Na segunda , dedução de 1 ponto.
Na terceira, o atleta é desclassificado.

Equipamentos obrigatórios – Sanshou / Sanda (amadores)

Capacete aberto, protetor bucal, caneleira,luva 8 onça para o atleta que tiver na categoria até 60kg e 10 onça para o atleta que tiver na categoria até 70kg e 12 onça para o atleta que tiver nas categorias até, 80 e 90 kg, coquilha por dentro da calça ou short e camiseta sem manga da mesma cor dos protetores

Obs: Para o atleta fazer a pesagem é necessário ter um atestado médico, habilitado a participar do evento.
Mestre Cássio Xavier – Presidente da Organização Internacional de Artes Marciais

Mais Informações:

academiaamadeus@ig.com.br

Ou pelos telefones:

(11) 2033-1756/(11) 99229-0189/(11) 96237-8290

Fiquei com algumas dúvidas no que diz respeito as regras, como por exemplo “qual equipamento é necessário para cada uma das modalidades” e “valor das inscrições e data limite“. Estou em contato com a O.I.A.M para tirar estas dúvidas, e assim que obtiver uma resposta deles, já atualizo o post.

No mais, e aí? Nos vemos (ou enfrentamos, quem sabe) por lá?

Eventos de “MMA” no Brasil

Oi pessoal!

Hoje vou falar um pouco sobre estes eventos que estão na moda no mundo das lutas…

Quem costuma assistir os brasileiros (estreantes ou veteranos) no Ultimate Fighting Championship (UFC) pela TV, e não vai aos eventos menores (ou não os conhece) do Brasil, normalmente não entende o “caminho do calvário” que estes atletas percorrem antes de chegar lá.

Convidei o Professor de Lutas Luís Gustavo Lopes Penteado, também conhecido como TRETA , para responder as dúvidas mais frequentes à esse respeito. Um breve histórico deste “supercompetente” professor de MMA: Faixa Preta de Jiu-Jitsu, Muay Thai e Kung fu, já participou de varias competições das modalidades em que é formado, e lutou e participou da organização de vários eventos de MMA (Mixed Martial Arts) no Brasil. Atualmente é representante da Chute Boxe, equipe responsável por formar os maiores campeões mundiais de MMA. Entre eles: Cris Cyborg, Evangelista Cyborg, Nilson de Castro, Wanderlei Silva, Mauricio Shogun, Murilo Ninja, José Pelé Landy, Anderson Silva, Assuério Silva, Jean Silva, Luiz Azeredo, Daniel Acácio, e hoje possui 13 cinturões mundiais em eventos como: PRIDE FC, PRIDE GP, CAGE RAGE, PREDADOR FC, STORM SAMURAI, ELITEXC, STRIKEFORCE, entre outros.

Eu mesma já participei de um evento, que a exemplo de alguns dos mencionados acima, são menores, mas prestigiam o atleta. Foi na cidade de Juquiá-SP, “Fight Planet”, agora em outubro.  Fiz uma luta de Muay Thai e foi bem legal participar! Fotos do evento abaixo, e logo após, nossa entrevista…

Vamos à nossa entrevista:

Elite Marcial: Como surgiu, oficialmente, estes tipos de eventos de MMA no Brasil?

Treta: Antigamente, eventos parecidos com os de MMA de hoje, eram os “desafios” entre praticantes de artes marciais diferentes. A família Gracie foi a grande precursora desses “desafios”, com o intuito de provar a eficiência do Jiu-Jitsu sobre as outras Artes Marciais. Por questões políticas, começaram a ter proibições alegando violência e ilegalidade. Dado isto, foi criado o Mixed Martial Arts, com regras, federações, para que tornassem esses desafios “legais e oficiais”.

Elite Marcial: Existe hoje uma federação ou entidade à qual esses eventos respondem?

Treta: Existem várias federações e “Ligas” de MMA no Brasil hoje em dia -como por exemplo C.B.MMA (Confederação Brasileira de Mixed Martial Arts)- que organizam eventos, porém a grande maioria são organizados por academias e empresários que investem na modalidade.

Elite Marcial: Como funcionam esses eventos? Quem organiza, quem ajuda, são todos legalizados?

Treta: A grande maioria é assim: um empresário monta um evento, contrata um responsável para fazer o “Card”, que seleciona academias e atletas, faz acordos com patrocinadores que pagam as “bolsas” [valor que o participante recebe para poder lutar] dos atletas e as “cotas” [gastos gerais] do evento.

Elite Marcial: Quais os principais no Brasil?

Treta: Jungle Fight,  Show Fight -inclusive já participei algumas vezes da organização deste evento-, Storm Samurai, Shooto Brasil, Predador…

Elite Marcial: Como é oficializado o quadro de vitórias do atleta?

Treta: É o “Card” pessoal do atleta que conta. Para grandes eventos, a luta é postada no site Sherdog, onde é computado o número de vitórias do lutador. Por exemplo: para entrar no “UFC”, o lutador tem que ter pelo menos 3 Vitórias no Sherdog. Mas para eventos menores, são os professores das academias que computam o ranking pessoal do lutador.

Elite Marcial: Como o atleta pode realmente ganhar dinheiro nessa área? Ou é como o Futebol? Todo mundo gosta, tem um monte de praticantes, mas somente poucos ganham realmente bem…

Treta: É isso mesmo! Na verdade só quem luta em grandes eventos é que ganha bem. A maioria dos eventos paga pouco. O atleta tem que ralar muito para poder viver só disso. Os que topam participar desses eventos – a maioria não vai pelo dinheiro – acabam lutando por vários motivos: divulgar a equipe, status pessoal, porque gostam…

Elite Marcial: Na sua opinião, qual o futuro dessa modalidade no Brasil?

Treta: Acredito que o futuro já é o presente. Revolucionou! É o esporte que mais cresce no mundo e, o Brasil é o berço, pois começou com os desafios da família Gracie… E a tendência é crescer cada vez mais!

Bom gente, é isso aí! Essa foi nossa entrevista com este grande professor! Espero que tenham gostado.

Equilíbrio Emocional para Lutadores

Na vida de lutador, sempre nos deparamos com os nossos próprios conflitos internos e também o de nossos companheiros…

No fundo, todos nós criamos uma filosofia interna, que nos torna capazes de vencer nossos medos e continuar em frente. Com o tempo, todo o lutador desenvolve a sua.
Para mim, existem 3 fatores principais na avaliação do “equilíbrio emocional”: Medo do Fracasso – Autoconfiança – Superação

Medo (do fracasso):

Como sabemos, Artes Marciais são mais do que apenas “exercícios físicos”, existe também o trabalho do lado “mental e espiritual”.  Hoje até a ciência se une ao esporte, daí o termo que conhecemos como “psicologia do esporte”. A psicologia do esporte tem por objetivo discutir e desenvolver vários aspectos da vida do atleta, tais como valores pessoais, motivação e percepções.

Uma das grandes pesquisadoras brasileiras do tema é a Dra. Kátia Rubio, cientista, integrante do corpo docente da Universidade de São Paulo. Em sua obra intitulada “O Imaginário da Derrota no Esporte Contemporâneo”, constata que a derrota é, erroneamente, considerada algo abominável, a ser evitada a todo custo, portanto é um assunto que deve ser muito trabalhado junto aos atletas. Este assunto fica ainda mais preocupante quando os atletas, mesmo após conquistar posições de destaque e até mesmo subir ao pódio, não se sentem vitoriosos; ao contrário, sentem-se fracassados por não conquistar a medalha de ouro.
Segundo o Dr. Renato Miranda, outro estudioso do assunto, “a ideia de associar eventuais derrotas ao fracasso gera sentimentos bastante negativos, além de excessiva ansiedade. No entanto, todos nós sabemos que a derrota faz parte de nossas vidas, afinal, às vezes, mesmo os melhores cometem erros”.
A prática de esportes, assim como a maioria dos aspectos da vida, deve ser encarada como um aprendizado contínuo, buscando sempre a superação. As derrotas ocupam uma posição muito importante neste aprendizado, pois, somente com o reconhecimento destas, é possível direcionar a experiência, transformando-a de negativa para positiva.

Para mim -hoje em dia- funciona bem a filosofia de Thomas Edison (inventor) sobre o fracasso:

Eu não falhei. Apenas descobri 10.000 formas que não funcionam.

Autoconfiança:

Uma boa dica para despertar mais a autoconfiança é experimentar em treino, o que pretende realizar nas competições: procurando simular situações reais de competição, como, por exemplo, rodízio de golden point onde o atleta só sai quando vencer, situações contraditórias como “roubar o resultado” para que o atleta não perca o foco e continue concentrado, sem se preocupar com os erros comuns da arbitragem, ou também como se estivesse perdendo no placar “o que eu faria para reverter a situação?”. E se estiver ganhando “como manter o controle da situação?”.

Agir com confiança também pode elevar o espírito em tempos difíceis.

PENSAMENTO CONFIANTE – A confiança consiste em pensar que você pode e irá atingir suas metas. Uma atitude positiva é fundamental para atingir seu potencial. Os atletas precisam se livrar de pensamentos negativos quando dão o melhor de si.
MENTALIZAÇÃO – O uso da mentalização como treinamento diário auxilia no desenvolvimento da confiança e realização do que se objetiva. Uma técnica interessante é imaginar como se sentem e o que pensam grandes campeões mundiais e olímpicos e tentar auto-aplicar o sentimento que se imagina ser de um grande campeão, tanto nos momentos de vitória como de derrota.

Superação

Durante a luta ou competição esportiva, acontecem muitos fatores que desestruturam o atleta, (muitos deles citados acima) nessa hora é preciso encontrar sua força interior para que aja a “superação” das adversidades. O trabalho contínuo durante o treinamento pode-se chamar de superação, com o tempo aprimora-se esse trabalho para ser capaz de sempre superar à si mesmo. Superar os seus medos interiores, mas não que eles deixarão de existir, apenas aprender a controlá-los.

É importante lembrar que o treinamento físico é indispensável! Mas como costumo dizer:

Treinar, todos treinam. O que faz a diferença é o que tem na mente do atleta!

Até o próximo post!

O Muay Thai, a “Arte das Oito Armas”

O ator Tony Jaa encarna Ting, um jovem praticante de Muay Thai no filme Ong Bak.

Um Pouco do Passado do Muay Thai

A historia – pelo menos a mais aceita entre mestres da arte e historiadores, conta que o povo -que residia na província de Yunnan, na China – que viria a se tornar o Tailandês, era muito visado, constantemente atacado, por isso migrava com frequência de região para região, até encontrar o local ideal, livre, fértil e muito bom para agricultura. Nessa ocasião, decidiu-se não migrar mais, e passaram a desenvolver técnicas marciais para se defender de possíveis agressores ou invasores. E assim nasceu o MUAY THAI, conhecido também como a “Arte das oito Armas” pelo característico e eficiente uso combinado dos punhos, joelhos, canelas, cotovelos e pés.
Com o estabelecimento da nação e o passar dos anos (e foram mais de 2 mil), muitas lendas em torno do estilo foram criadas. Em uma das mais populares, conta-se que um antigo rei, chamado de “O Tigre”, tinha o hábito de sair secretamente do Palácio para participar de torneios de luta . Para não ser reconhecido, usava uma máscara e, na grande maioria das vezes, vencia seus adversários. E assim, seguidas de várias lendas, inclusive que o resultado da luta de dois boxeadores determinaria o nome daquele que subiria ao trono da Tailândia.

O Estilo Vem Para o Brasil

No ano de 1979 começou uma nova modalidade marcial no Brasil. O Grão Mestre Nélio Naja introduziu o Muay Thai – na época mais conhecido como Boxe Tailandês – no país. Ele reuniu um grupo de faixas pretas de Tae Kwon Do e, em 1980, foi fundada a primeira associação de Muay Thai, que tinha como presidente o Grão Mestre Flavio Molina.
De 1981 em diante, diversos campeonatos foram organizados… O Muay Thai vinha crescendo de uma forma muito forte e sólida. Em 1994 foi fundada a primeira Confederação Brasileira de Muay Thai do Brasil. A CBMT foi fundada pelo atual Presidente e Grão Mestre Luiz Alves, a qual é filiada a WMTC (World Muay Thai Council) da Tailândia, WMA (World Muay Thai Assossiation) da Holanda e IMTA (International Muay Thai Assossiation) da Holanda. Hoje o Muay Thai é uma unanimidade das lutas em pé, procurada por praticantes de varias modalidades, inclusive campeões do Ultimate Fighting Championship.

Se você que está começando é importante que procure um lugar regularizado para que possa aprender com um professor filiado a CBMT, onde receberá o ensino qualificado de Muay Thai, aprovado pelo órgão máximo do esporte, além do apoio nas competições, graduações e todos os benefícios que um filiado pode proporcionar.

O Muay Thai Atualmente 

Apesar de costumeiro em outros esportes de combate, não existem campeões nacionais nem campeões estaduais na Tailândia. Existem dois estádios principais no país: o LUMPINI e o RADAJAM, que eles chamam de “CAMPS” e que possuem lugares para 20.000 pessoas. Curiosamente, os nomes dos estádios são a única referência de classificação dos campeões da modalidade. Sendo assim, os únicos – e por consequência muito disputados – rankings são os do Campeão Lumpini e Campeão Radajam.
Lá se luta muito pela sobrevivência, principalmente em épocas de seca. Os indivíduos vão para os CAMPS e lá se instalam, às vezes lutando em troca de comida e cama.
Os jovens iniciam no Muay Thai aos nove anos, e aos 15 já estão profissionalizados e muitos são campeões. A partir daí, só lutam por dinheiro.
O estilo de luta é levado tão a sério que grande autoridade da Tailândia é convidada a entregar a premiação aos campeões.
Antes de cada luta é executado um ritual que pede proteção e sorte aos lutadores, e às vezes homenageia o técnico. Esse ritual é chamado de “RAM MUAY” e é diferente de escola para escola.

Curiosidades do Muay Thai

-Significado – Apesar do estilo ser conhecido como a Arte das oito Armas, este não é o significado do “Muay Thai”, que na verdade, em tradução literal, é “Arte Marcial Tailandesa”

A Naja  -espécie de cobra muito comum na Índia e sudeste asiático- é o réptil que representa o Muay Thai, por ser a única dentre os répteis a reunir sozinha todos os recursos mitológicos capazes de tornar um praticante observador em um atleta quase imbatível: a exemplo do bote da Naja, as investidas do Muay Thai devem ser velozes e precisas, o golpe de vista deve ser infalível, e sempre aliado a um reflexo instintivo, para então se obter o resultado desejado na luta (a vitória). Alguns lutadores tailandeses inclusive bebem o sangue de Naja antes de suas lutas – para encorajá-los, segundo os costumes milenares.

Música – Assim como a capoeira, as lutas de Muay Thai (pelo menos na Tailândia) costumam ser embaladas pelas tradicionais músicas do país, que aumenta ou diminui conforme o ritmo da luta. A única diferença é que ela só acompanha, mas não determina o ritmo dos golpes.

– Segundo a tradição tailandesa, o Kruang (tarja ou cordão de graduação) após ser benzido e mergulhado em ervas sagradas, deve ser usado por todos os lutadores, pois tem como função dar proteção ao lutador.
Desmistificando as variadas graduações do Muay Thai pelo mundo, é importante lembrar que não existe um sistema deste tipo na Tailândia. Não existem faixas como no karatê, judô, etc… Na Tailândia, simplesmente existem os lutadores, nas categorias amador e profissional, sem tal preocupação.
A única coisa que conta é a experiência de luta do praticante.  No ocidente, devido à necessidade cultural de classificar e avaliar seus alunos, algumas federações e  mestres adotaram o sistema de graduação por cores.
Esta graduação é simbolizada pelo Kruang é uma espécie de tarja (ou cordão) colocada no braço do praticante (bíceps) com a coloração representando o “nível de experiência” do lutador.

-Os Golpes Básicos do Muay Thai:

– Jab / Direto: Jab é um soco lançado com a mão da frente tendo como alvo o queixo do oponente. O direito é lançado com a mão de trás tendo como alvo também o queixo.

– Cruzado: o cruzado é um golpe que cruza a linha frontal da guarda do oponente.é executado a média distância.

– Upper: o upper é um golpe executado de baixo para cima, tendo como alvo o queixo do oponente. É executado a média distância, com os punhos.

– Cotoveladas: as cotoveladas são golpes impulsionados pelos quadris utilizando as pontas dos cotovelos como armas. Podem ser lançados de todas as direções possíveis.

– Chute frontal: o chute frontal é um golpe que tem por função parar o ataque de um adversário, ou servir de preparação para um segundo golpe.

– Chute circular: esta é a técnica de chute mais usadas no boxe tailandês. Utiliza-se a canela para golpear o adversário com força, seja na altura das coxas, cintura, ou cabeça. Este é chamado de o “rei de todos os chutes”.

– Joelhadas: nenhuma outra modalidade de luta asiática utiliza os joelhos com tanta eficiência como o muay thai. As joelhadas podem ser aplicadas em diferentes partes do corpo.